Diante do laudo inicial do Instituto de Medicina Legal (IML) ter apontado, na época, a causa da morte da criança como indeterminada, o MPPE, por meio de requisições, pediu a realização de mais dois exames: o toxicológico das vísceras e o exame complementar tanatoscópico. Só após esse procedimento foi possível detectar o envenenamento pela substância popularmente conhecida como chumbinho.
Entenda o caso
No dia 23 de novembro de 2014, Rubens Gomes de Oliveira levou a filha e mais três primos da criança para um passeio no parque da Jaqueira, na Zona Norte do Recife. Nessa época, ressalta o MPPE, ele estava separado da mãe da menina e costumava assediar e ameaçar verbalmente a ex-mulher. Durante o passeio, o acusado comprou cachorros quentes para todas as crianças e levou-as para comer numas das mesas do lugar, sentando-se em uma com a filha e acomodando as demais crianças em outra mesa.
Para a promotora de Justiça, que esteve à frente do caso, Márcia Bastos Balazeiro Coelho, foi justamente nessa hora que Rubens colocou o chumbinho, já que deu comida e água na boca da filha. De acordo com ela, as outras crianças comeram o cachorro quente comprado no mesmo local e não tiveram nenhum sintoma. Após o lanche, ele chamou a filha e os primos para voltar para casa, percorrendo um caminho mais longo que o usual. Quando chegou na casa da mãe, a menina já apresentava sinais do envenenamento.
No mesmo dia, a filha foi levada a um hospital situado no bairro da Tamarineira, Zona Norte da Capital, e a equipe médica identificou que, pelos sintomas, se tratava de um caso de envenenamento e acionou a polícia. Como a mãe fez questão de que o pai a acompanhasse para levar a criança, facilitou a investigação do caso.
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