Os detalhes do caso foram divulgados nesta quarta-feira (4). De acordo com a delegada Vilaneida Aguiar, responsável pelas investigações, o caso chegou à polícia no dia 29 de junho de 2017. “A mãe da criança e o tio haviam saído de casa para resolver um problema e, ao retornarem, viram que a menina estava chorando muito e contou ter sido abusada pelo padrasto”, afirmou.
Ao ouvir a vítima, a Polícia Civil constatou que os abusos eram praticados desde março de 2017, após a morte da avó materna da criança, que vivia na casa da família. Ainda segundo a polícia, a vítima relatou ter sido obrigada a praticar sexo oral com o agressor no dia em que a denúncia foi feita.
Nesse primeiro momento, a corporação foi acionada para a prisão em flagrante, mas não conseguiu efetuá-la porque o padrasto da vítima fugiu. A partir de então, foi instaurado um inquérito, concluído pela Polícia Civil no mês de novembro e, em seguida, enviado à Justiça. No fim de março, o Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA) recebeu o mandado judicial de prisão preventiva do homem.
Segundo o gestor do órgão, Darlson Macedo, o cumprimento da ordem judicial foi feito na segunda (2) e a localização do homem surpreendeu a polícia. “Nossas equipes o encontraram morando novamente na casa da vítima, como se nada tivesse acontecido”, relatou o delegado.
Com o cumprimento do mandado de prisão devido ao crime de estupro de vulnerável, o homem foi encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, no Grande Recife. A criança e a mãe devem ser ouvidas pela polícia, dando continuidade às investigações do caso.
“Vamos averiguar se ele cometeu novos abusos sexuais no período em que voltou para a casa da esposa, mãe da vítima. Essa mulher também vai prestar depoimento e provavelmente será indiciada pela conivência com o criminoso”, apontou a delegada Vilaneida.
G1PE



