Resultado de uma investigação de cerca de seis meses, a ação policial foi feita a partir de um mandado de busca e apreensão. “Quando entramos na casa, ele já sabia o que estávamos procurando e não hesitou em mostrar. Encontramos inúmeras abas abertas com arquivos contendo imagens de sexo explícito com bebês e crianças pequenas”, relatou a delegada Thaís Galba, responsável pelas investigações.
Durante o depoimento prestado à Polícia Civil, o homem alegou sofrer de depressão. “Ele disse que era uma pessoa doente e tentou usar isso para justificar o armazenamento do conteúdo, mas não há um laudo médico que comprove nenhum tipo de enfermidade”, afirmou a delegada.
Ao todo, foram apreendidos dois computadores, três HDs externos, dois pen-drives e um aparelho celular com os arquivos ilícitos, adquiridos através da “deep web”.
Fiança
Inicialmente enquadrado no crime de armazenamento de conteúdo ilícito de pornografia infantil, o homem pagou uma fiança de 20 salários mínimos, o equivalente a aproximadamente R$ 19 mil, e responde em liberdade pelo crime. No entanto, cabe prisão inafiançável caso seja comprovado o compartilhamento do conteúdo com outras pessoas.
“O compartilhamento desses vídeos e fotos é um crime diferente, mais grave, que pode levar a até seis anos de detenção. Ele nega ter compartilhado os arquivos e ter abusado de crianças, mas estamos investigando se ele enviou o material a outras pessoas e se houve crime de estupro cometido por ele”, aponta o gestor do Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente, Darlson Macedo.
G1PE



