Antes de se estabelecer no Alto da Sé, num espaço que é sua casa e também seu ateliê, o pintor morou em vários endereços. “Mas não saí mais daqui. Casei, construí minha família aqui. ‘Vestimos a camisa’ do simples, morando numa casa sem muito luxo, mas confortável e com uma vista especial", pontua. O cotidiano entre o colorido do casario, as construções históricas e o contato com a natureza tem a inspiração necessária para que o pintor desenvolva seu trabalho artístico.
É por causa dessa inspiração que Luciano deu a Olinda o título de cidade dos artistas. “Muitos vieram para cá e se acostumaram com essa forma mais simples de viver. Em qualquer casa que você for, tem um músico, um pintor, escultor, designer, escritor, ator...”, aponta. São diversas linguagens artísticas que se misturam e encontram, na cidade, espaço para florescer.
Para Pinheiro, a cidade, que respira arte, é um lugar acolhedor também porque ‘é diferente de todos os lugares’, como diz. “Olinda é bela pela beleza, pela paisagem, mas aqui temos uma convivência diferente. Saímos a pé para a casa dos amigos que também moram perto, e você vê as pessoas na rua, conversando. A gente consegue viver a cidade”, declara.
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