“Trabalhar por aqui é uma forma de também aproveitar a vida em Olinda. Trabalho um pouco, depois passo ‘no Peneira’, encontro gente conhecida. Aqui, as pessoas se conhecem, sempre tem movimento de turistas, a gente conhece histórias novas. Estou sempre em casa”, comenta Babá, que, desde pequeno, mora no Bonsucesso, bairro histórico da cidade.
Para ele, que também toca trombone na Orquestra Henrique Dias, Olinda tem uma ‘energia diferente’, como se fosse carnaval o ano inteiro. “Às vezes você está na rua e tem alguém passando com um boneco gigante na cabeça, com os trajes de algum maracatu. Onde mais no mundo isso pode acontecer?”, destaca Babá, entre risos.
É por isso que, como diz o músico, nenhum dos problemas da cidade o levam embora. “Fora do Sítio Histórico, tem trânsito complicado, tudo isso. Mas, por mim, não saio daqui. Digo até que meu velório vai ser no Grêmio [Henrique Dias], com a orquestra fazendo um cortejo até o cemitério”, brinca.
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