"O nível de especialização deles é muito alto. Eles têm programas que enviam emails para milhares de pessoas, aqueles spans que contêm um link. A pessoa acha que está acessando, por exemplo, o site do banco dele. A vítima é induzida a erro e sem saber está baixando um artifício malicioso que vai permitir o mecanismo da fraude", explicou o delegado.
A polícia está investigando se a quadrilha usou também emails da Polícia Federal. O delegado disse que há casos em que criminosos usam desse mecanismo. "Foi identificado pela investigação que um dos instrumentos usados por esse tipo de criminoso é emails envolvendo instituições públicas, inclusive a Polícia Federal, o Ministério Público. A gente sabe de casos nesse sentido".
A operação é realizada no Tocantins e em outros três estados: Pernambuco, São Paulo e Goiás. Mais de 100 policiais federais cumpriram 43 mandados nos quatro estados, sendo sete de prisões preventivas, um de prisão temporária, 11 de intimações e 24 de busca e apreensão.
Conforme a PF, a quadrilha realizava pagamentos, transferências e compras pela internet, burlando os mecanismos de segurança dos bancos, e gerando prejuízos de R$ 10 milhões só nos últimos nove meses.
Os membros da organização, segundo a polícia, têm alto padrão de vida e se utilizam de diversas empresas de fachada para movimentar e ocultar os valores desviados, investindo grande parte em moedas virtuais como a bitcoin, para fazer lavagem de dinheiro.
A Justiça determinou a indisponibilidade de bens e o bloqueio das contas bancárias dos investigados e também de moedas virtuais.
Conforme a PF, foram intimadas pessoas com participação nas fraudes, inclusive empresários que teriam procurado criminosos para obter vantagem competitiva no mercado e receber descontos de cerca de 50% para quitar impostos, pagar contas e fazer contas, através de pagamentos feitos pela quadrilha.
G1PE



