A primeira edição da procissão ocorreu em 1654 como uma promessa. Os comandantes militares pernambucanos prometeram que, se a capitania ficasse livre dos holandeses, colonos do período, seria feita uma procissão em agradecimento e assim foi feito. No início, a procissão saía saia da Igreja do Corpo Santo, que era localizada no Bairro do Recife e que não existe mais, e seguia para a Igreja do Carmo, em Olinda.
“Não somente a continuidade de uma promessa, mas também um exemplo de fé. Ela simboliza os passos da Paixão de Cristo, desde sua agonia no Horto até a sua crucificação e morte. É um momento de reflexão, contrição, de nos encontrarmos conosco e com nossos irmãos”, lembrou o irmão Graciliano Quintão.
Durante a caminhada, sete passos que marcam o caminho de Jesus são relembrados, passando por pontos históricos do Recife. A primeira parada representa o Horto das Oliveiras, na Ordem Terceira do Carmo; seguiu para a Igreja de São Pedro dos Clérigos, com o momento da prisão; a Igreja de Nossa Senhora do Livramento remete ao momento da coluna; a Praça da Independência evoca a entrega da cruz; já a Igreja da Ordem Terceira de São Francisco rememora a coroação de espinhos; as três quedas, a sentença e o calvário são lembradas no Convento de Santo Antônio; e, por fim, a morte de Jesus é representada no último passo, na Igreja Madre de Deus.
“A cada ano, a gente traz na Procissão dos Passos a vivência da campanha da fraternidade, que este ano tem como tema a superação da violência. Vamos pedir a Jesus que ele nos ajude a ser mulheres e homens construtores da paz”, explicou o padre Luciano Brito, que celebra a missa representando o arcebispo Dom Fernando Saburido, que não pôde comparecer ao evento.
Durante o cortejo religioso, a Banda de Música do Comando Militar do Nordeste entoou canções religiosas. Agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte (CTTU) também acompanharam a caminhada, realizando bloqueios itinerantes nas ruas por onde o cortejo passava.
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