Perícia do caso Globocop é feita por equipe indicada por órgão americano de segurança aérea, diz PF

sexta-feira, fevereiro 02, 2018
Para investigar as causas da queda do Globocop no Recife, ocorrida no dia 23 de janeiro, virão ao Recife peritos indicados pelo National Transportation Safety Board (NTSB), órgão norte-americano de segurança aérea. A informação foi divulgada pela Polícia Federal em coletiva realizada nesta sexta-feira (2). A perícia também será feita por profissionais da PF e da Aeronáutica que atuaram nas investigações de acidentes aéreos como o que ocorreu com o ministro Teori Zavascki, em janeiro de 2017.

De acordo com o delegado da Polícia Federal Eduardo Passos, à frente das investigações, os destroços do helicóptero recolhidos do mar, na Zona Sul do Recife, foram catalogados e serão periciados pelas equipes.

"Não podemos divulgar quando o trabalho será feito, mas temos 90 dias desde o dia do acidente para apresentarmos um resultado. A expectativa é de que isso seja feito o mais breve possível", afirma.

Apesar de intimadas, as testemunhas que presenciaram o acidente e socorreram as três vítimas têm, a princípio, papel secundário nas investigações. “A nossa esperança era de ouvir o tripulante que sobreviveu ao acidente, mas ele faleceu na quinta (1º). Já fizemos contato com as testemunhas e aguardamos um momento mais oportuno para ouvi-las", afirma o delegado da PF.

À espera da análise da fuselagem e dos demais destroços, o delegado acredita ser cedo para indicar o motivo da queda. “Nenhuma possibilidade é descartada. Todos os métodos de perícia e investigação estão sendo utilizados e vamos trabalhar excluindo hipóteses para chegar à causa do acidente”, explica.

Para Passos, os principais componentes da aeronave foram encontrados, mas a PF ainda pede que, caso sejam encontradas novas peças, o material seja entregue em delegacias para serem repassados ao Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Seripa II).

Três vítimas fatais

Os primeiros óbitos, do piloto Daniel Galvão e da sargento Lia Maria Abreu de Souza, de 34 anos, foram registrados pouco depois que o helicóptero caiu na Zona Sul do Recife, a 30 metros da faixa de areia da praia do Pina, na Zona Sul. Daniel foi sepultado no dia 24 de janeiro, no Recife, enquanto o corpo de Lia de Souza foi levado para o Rio de Janeiro, sua terra natal.

O operador de sistemas Miguel Brendo Pontes Simões foi socorrido para o Hospital da Restauração, na área central do Recife, e passou por cirurgias, mas não resistiu aos traumas causados pelo acidente e faleceu na manhã da quinta (1º), depois de permanecer internado por nove dias. O enterro está previsto para acontecer na tarde desta sexta (2).



G1PE

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