"É preciso um certo fechamento dessas reformas, com a da Previdência. Não é para o meu governo. Eu aguento a Previdência [sem reforma]. Houve um déficit de R$ 268 bilhões em 2017. A tendência é aumentar neste ano. Mas o meu governo aguenta. O que não vai aguentar são os próximos", afirmou.
A declaração foi dada após o presidente ser questionado se as reformas já aprovadas pelo seu governo correm o risco de não surtirem efeito caso a da Previdência não tenha aprovação. Para Temer, as outras reformas “já deram certo” e que a reforma da Previdência precisa ser aprovada para “fechar” o ciclo reformista.
O presidente voltou a defender que as mudanças são para preservar os direitos de aposentados, pensionistas e servidores públicos.
"Nós estamos pensando no aposentado, no servidor, para não acontecer o que está acontecendo em muitos estados brasileiros. Não há pagamento de aposentados, a servidores, há atrasos. Ou o que aconteceu em vários países, que tiveram que cortar pensões, vencimentos dos servidores".
Entre as mudanças previstas pela reforma da Previdência está o aumento da idade mínima para a aposentadoria e tempo mínimo de contribuição (veja o quadro abaixo). A votação da reforma na Câmara dos Deputados está marcada para começar no dia 19 de fevereiro. No entanto, o Palácio do Planalto ainda corre atrás de votos para aprovar o texto.
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