Segundo o documento assinado pela diretora médica da unidade de saúde Dra. Adriana Passos, divulgado na quarta-feira (4), o jornalista "mantém estabilidade do quadro respiratório, permanecendo por tempo mais prolongado em ventilação espontânea". Mas, ainda assim, necessita de monitoramento intensivo. Ainda não há previsão da transição dos cuidados para unidade de internamento aberta. Um novo boletim médico será divulgado às 17h da sexta-feira (6).
Ocorrida na manhã de 28 de setembro, a transferência de Alexandre Farias do Hospital Unimed em Caruaru para o hospital na capital pernambucana foi motivada por questões contratuais, pois havia um acordo para que ele fosse levado para um hospital que faz parte do plano de saúde ao qual está vinculado assim que tivesse condições de ser transferido. A equipe neurológica que vem acompanhando o apresentador do ABTV 2ª Edição desde o início é a mesma que continua o tratamento dele no Recife.
Entenda o caso
Na noite de 16 de setembro, enquanto ia para casa, o jornalista foi atingido por um bala perdida na cabeça no Alto do Moura, em Caruaru. De acordo com a Polícia Militar, assaltantes estavam em um carro roubado quando houve perseguição e troca de tiros.
Na fuga, os bandidos ainda atropelaram os socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) que estavam em uma ocorrência no local. Uma das auxiliares de enfermagem foi atingida. Alexandre Farias foi socorrido em estado grave para o Hospital Regional do Agreste (HRA) e, em seguida, transferido para Hospital Unimed, também em Caruaru.
Um dos suspeitos de participar do tiroteio que atingiu Alexandre Farias era integrante de uma facção criminosa do Rio Grande do Norte, conforme informou o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, Joselito do Amaral, durante uma coletiva de imprensa no dia 19 de setembro, em Caruaru. O homem de 34 anos foi morto durante um confronto com a polícia na tarde de 18 de setembro. Ao todo, quatro criminosos foram presos.
DIÁRIO DO GRANDE RECIFE / G1PE



