Segundo a gerente de Vigilância Sanitária do Recife, Danielle Feitosa, o abrigo foi vistoriado pela última vez no dia 11 de setembro, mas, depois dessa data, mudou o endereço sem comunicar os órgãos responsáveis pelo monitoramento do espaço, como o MPPE e a própria Vigilância Sanitária. “Através da Secretaria Executiva de Direitos Humanos, conseguimos entrar em contato com parentes de familiares para que pudéssemos ir ao novo endereço”, afirma.
De acordo com a SEDH, o abrigo havia sido alvo de três ações integradas e fiscalizações ao longo de dois anos. Em maio de 2017, o abrigo havia sido interditado e deveria fechar as portas dentro de um mês, mas, segundo a pasta, a proprietária transferiu o endereço “na tentativa de driblar as fiscalizações”. Conforme informado pelo órgão, os idosos estavam há oito dias sem sair do primeiro andar da casa.
Ainda segundo Danielle Feitosa, a ação foi motivada por um ofício do MPPE enviado aos órgãos que participaram da ação. "Interditamos de maneira cautelar porque é preciso que os parentes retirem os idosos dentro de 15 dias para que possamos fechar o local", explica. O G1 entrou em contato com o Ministério Público de Pernambuco para questionar o que motivou o envio do documento às instituições e aguarda retorno.
Irregularidades
No local, foram encontrados alguns alimentos e remédios fora do prazo de validade e uma estrutura que comprometia a mobilidade dos idosos que estavam no local. “Era uma casa com um pavimento superior que não possuía elevador ou rampa, então os idosos não tinham facilidade para se locomover. Também não havia um cardápio preparado de acordo com as necessidades médicas e com a capacidade de digestão de cada idoso”, alega a gerente de Vigilância Sanitária do Recife.
Ainda de acordo com Danielle Feitosa, a proprietária do abrigo foi conduzida à Delegacia do Idoso, no bairro da Boa Vista, no Centro do Recife. A reportagem também procurou a delegada do idoso, Eliane Caldas, para repercutir o assunto, mas não obteve retorno às ligações.
G1PE



