“A gente está acostumado a fazer essas ações de limpeza e retira vários tipos de material, mas é a primeira vez que achamos uma tornozeleira dessa. Ela estava partida e quebrada. A gente fica até com receio de encontrar uma coisa assim”, afirmou Socorro Cantanhede.
O mutirão contou com a partipação de 40 pescadores. Os barcos ficaram cheios de entulhos. Eram mais de 100 pneus, 10 televisores, 30 bacias sanitárias e 30 capacetes. Sem falar nos sofás, berços e milhares de pedaços de plástico e garrafas.
A inciativa teve início às 8h de quinta, no bairro do Monteiro, na Zona Norte. O grupo foi até a Ilha do Retiro, na Zona Oeste, onde fez a pesagem, depois de percorrer oito quilômetros.
Para os participantes, foi uma oportunidade de pedir socorro para o Capibaribe. “ A gente não consegue pescar mais no rio. A rede só vem com plástico e garrafa”, afirma o pescador Wilton Franco. “ Tive que trabalhar em alto-mar”, acrescenta o colega dele Cristiano Ferreira. Todos se queixam que os entulhos quebram as hélices de motores dos barcos.
Para Socorro, os gestores públicos devem ficar atentos aos problemas do rio. “O Capibaribe não pode ser o lixão nem o esgoto da cidade”, declara.
G1PE



