De acordo com o diretor das Delegacias Especializadas (Diresp), o delegado Luiz Andrey, a quadrilha tem membros de vários lugares do País e também atuação em vários estados. Em Pernambuco, o líder da quadrilha, segundo a polícia, é William Silva, 29 anos. "Foram presos integrantes de Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo. O braço dessa quadrilha aqui em Pernambuco foi desarticulado com a prisão de William, que era quem arregimentava e liderada essa parte da quadrilha", destacou.
A investigação acontece há cinco meses, desde que houve o roubo na Brinks. Existe ainda a suspeita de que o grupo tenha atuado em explosões de caixas próximos ao Instituto Ricardo Brennand. As condutas criminosas de cada suspeito ainda serão detalhadas. "A investigação não acaba por aqui. Com o material apreendido e o depoimento dos presos vamos nos aprofundar não só nesta ação, mas em outras articuladas pelo grupo criminoso", destacou Luiz Andrey.
Além dos seis mandados de prisão contra os suspeitos, foram cumpridos 17 mandados de busca e apreensão domiciliar, além de dois mandados de condução coercitiva, que é quando testemunhas são obrigadas a acompanhar policiais até a delegacia para prestar esclarecimentos.
Ao todo, 150 policiais civis participam da operação, entre delegados, agentes e escrivães. Eles contam ainda com o apoio da Policia Militar de Pernambuco e do Ministério Publico de Pernambuco.
Entenda o caso
Para conseguir roubar cerca de R$ 60 milhões do cofre da da Brinks, criminosos fecharam ruas, queimaram carros e criaram um cenário de guerra na capital pernambucana. Ação criminosa ocorreu um dia após a troca no comando da Polícia Militar, às vésperas do Carnaval. Moradores da região e pessoas que passavam pelo local registraram os momentos de tensão em vídeos e fotos. O grupo explodiu o muro de uma loja de conveniência de um posto de gasolina para ter acesso ao cofre da Brinks.
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