Entre os crimes, o chefe da Polícia Civil, Joselito Kehrle do Amaral, cita um caso ocorrido em fevereiro, quando dispararam tiros contra uma família inteira - marido, esposa e filho de 1 ano. "O marido e o bebê infelizmente não sobreviveram, mas na verdade nenhum dos três era o verdadeiro alvo. O alvo era o irmão do esposo. Era uma prática corriqueira deles", disse.
"É um grupo que estava se estabelecendo com essa violência, eles estavam intimidando os rivais e conseguindo dominar o território. Já mapeamos sete homicídios com envolvimento de integrantes dessa organização e com a prisão deles esperamos um reflexo imediato na redução dos homicídios. Vale salientar que três estão foragidos, mas a polícia não cessará as buscas enquanto não prender os três", explicou o chefe da Polícia.
A Polícia Civil também cumpre, além dos seis mandados de prisão, dez de busca e apreensão, tanto em Ipojuca como em Jaboatão dos Guararapes. A quadrilha é acusada de associação criminosa, homicídio qualificado e posse ilegal de arma de fogo.
"Essa é a 32ª intervenção qualificada que desarticulou, mais uma vez, uma organização criminosa voltada sobretudo para os homicídios. Todos os homicídios envolviam disputas territoriais pelo tráfico de drogas. O que chamou a atenção nesses seis meses de investigação foi a crueldade com que esse grupo agia", afirmou Kehrle.
Ainda segundo a polícia, entre as vítimas do grupo estão Davi Anderson Pereira e Ronaldo Ferreira do Nascimento. Houve ainda tentativa de homicídio contra Milena Larissa Pereira, em 12 de fevereiro deste ano, na Rua do Cemitério, distrito de Camela, município de Ipojuca.
Participam da operação 60 policiais civis, entre delegados, agentes e escrivães. Os presos e materiais apreendidos serão levados para Divisão de Homicídios da Região Metropolitana Sul, em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes.
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