Emelly tinha 24 anos e foi morta no dia 22 de fevereiro. Apesar de ter sido levada a uma unidade hospitalar em Paulista, não resistiu aos ferimentos. No dia 8 deste mês, a polícia concluiu o inquérito investigativo, indiciando Livio Quirino por feminicídio e qualificado por emprego de asfixia. Ao longo das investigações, perícias na casa do acusado apontaram "indícios de que houve uma espécie de luta e confrontação" no local.
Antes mesmo das investigações serem iniciadas, familiares de Emelly apontavam Lívio como o principal suspeito do crime. De acordo com a família, o relacionamento deles teria acabado cerca de um mês antes do crime, mas ele insistia para reatar o casamento com a dentista. A família também afirma que já existia um histórico de violência contra a jovem. Emelly deixou um filho de dois anos, fruto do relacionamento com o ex-marido.
Na decisão, a juíza da 1ª Vara Criminal de Paulista, Danielle Christine Silva declara que "observa-se, pelo o que já consta dos autos, que o denunciado teria, além da agressividade, comportamento dissimulado e desprovido de criticidade diante de uma situação de tamanha gravidade".
"A ausência de criticidade pode ser observada em razão de, logo após supostamente haver ceifado a vida de sua ex-esposa e mãe de seu filho de apenas 2 anos, o denunciado ter tido o pensamento de tentar se eximir de qualquer responsabilidade ao supostamente haver modificado a cena do crime", continuou.
O acusado cumpre prisão preventiva no Centro de Observação e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, na Região Metropolitana do Recife.
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