A Azul e o governo federal afirmaram que a mudança aconteceu devido a questões logísticas internacionais, mas não detalharam quais seriam.
O avião equipado com contêineres sai do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na tarde desta quinta-feira (14), e vai pernoitar no Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre, na Zona Sul da cidade.
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Foto sem data divulgada em 23 de novembro mostra frasco da vacina da Universidade de Oxford contra a Covid-19 — Foto: John Cairns/University of Oxford
A aeronave da Azul Linhas Aéreas A330neo, a maior da empresa, vai seguir viagem para Mumbai às 23h da sexta-feira (15). A decolagem estava prevista para o mesmo horário nesta quinta-feira (14), segundo a companhia.
Segundo o Ministério da Saúde, a data de retorno do avião ao Brasil, com a carga de vacinas estimada em 15 toneladas, ainda está sendo avaliada "de acordo com o andamento dos trâmites da operação de logística". A previsão inicial era de chegada ao país no sábado (16).

Avião parte para Índia para buscar vacina de Oxford e do laboratório AstraZeneca
Do Recife até Mumbai serão 15 horas de voo, sem escalas, em um trajeto de 12 mil quilômetros. O imunizante ainda aguarda aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso emergencial.
De acordo com o Ministério da Saúde, os contêineres vão garantir o controle de temperatura das doses, conforme as recomendações do fabricante.
O transporte das doses atende a uma resolução da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que autoriza empresas aéreas a auxiliarem no transporte de vacinas contra o novo coronavírus. Segundo a Azul, a rota até a Índia é inédita para a companhia.
O Ministério da Saúde aguarda a resposta da Anvisa sobre o pedido de uso emergencial para iniciar a campanha de vacinação. Além da vacina de Oxford, outro imunizante contra a Covid-19, a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac, também pediu a aprovação da agência para aplicação no Brasil.
A vacina de Oxford
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Foto mostra voluntário recebendo a vacina em um hospital de Soweto, em Joanesburgo, na África do Sul, em junho de 2020 — Foto: Siphiwe Sibeko/Pool via AP
Um estudo publicado e revisado na revista científica "Lancet" diz que a vacina de Oxford tem eficácia média de 70% e é segura. Os testes ocorreram em diversos países, inclusive no Brasil. Como vantagem, a tecnologia usada pelo imunizante é de produção, armazenamento e distribuição consideradas mais fáceis.
No fim de dezembro, o Reino Unido e a Argentina autorizaram o uso emergencial da vacina de Oxford. Saiba mais sobre a vacina de Oxford abaixo:
A vacina teve 90% de eficácia quando administrada em meia dose seguida de uma dose completa com intervalo de pelo menos um mês, de acordo com dados de testes no Reino Unido.
Quando administrada em 2 doses completas, a eficácia foi de 62%. A análise que considerou os dois tipos de dosagem indicou uma eficácia média de 70,4%.
Para chegar aos resultados, os pesquisadores analisaram os dados de 11.636 pessoas vacinadas. Dessas, 8.895 receberam as duas doses completas, e 2.741 receberam a meia dose seguida de uma dose completa.
Cerca de 88% dos voluntários analisados (10.218) tinha de 18 a 55 anos de idade.
Nenhum participante com 56 anos de idade ou mais recebeu a meia dose seguida da dose completa, que tiveram maior eficácia
A eficácia da vacina nos participantes acima de 56 anos não foi avaliada, mas será determinada em análises futuras.
Pesquisadores investigam o potencial da vacina para prevenir casos assintomáticos da Covid-19.
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Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes - Gilberto Freyre, na Zona Sul da capital pernambucana — Foto: Hesíodo Góes/Governo de Pernambuco/Divulgação
G1



