Orçado em cerca de R$ 90 milhões, o projeto foi estruturado há aproximadamente dois anos. “Depois do anúncio de cortes nos gastos gerais, o Governo Federal não liberava verbas para o projeto. Então mudamos nosso plano de trabalho. Sugerimos a construção do projeto por etapas, ou seja, em várias pequenas fases. Assim, pode ser mais acessível a liberação dos recursos”, explicou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Bruno Schwambach, que estava presente na audiência. O projeto prevê, por exemplo, a recuperação do cais e a dragagem do canal do porto.
A expectativa é que no primeiro momento, ainda sem prazo, sejam liberados R$ 27 milhões. “O ministro ficou de verificar a parte de valor que conseguiria liberar. Ele se comprometeu a estudar e dar um retorno”, informou Schwambach, ao complementar que, por parte do Governo Estadual, as etapas foram cumpridas, de realização das licenças para os projetos e da documentação necessária.
Também presente na audiência, o presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, defendeu que as obras são fundamentais para a competitividade do Porto do Recife. “O açúcar é um produto que está sofrendo descontos nas bolsas internacionais, ou seja, está sendo vendido com descontos. Isso porque há uma dificuldade dos navios entrarem no Recife. A partir dessa recuperação portuária será possível o produto se apresentar melhor para o mercado”, disse Cunha, ao complementar que o ministro se mostrou sensível a desencadear o projeto por fases. "Saí com a convicção que a habilitação do porto atende às exigências do ministério”, acrescentou.
O deputado federal Silvio Costa Filho, que articulou o encontro, comentou que o ministro sinalizou positivamente. “É uma obra importante para o setor produtivo. Com o Porto do Recife operando bem, é possível alavancar a economia de Pernambuco. Temos tudo para que os recursos sejam liberados”, comentou o deputado.
FolhaPE



