Na noite de segunda, os pais do adolescente prestaram uma queixa na 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), na área central da capital. Segundo a Polícia Civil, na residência do homem, foi encontrado um celular, contendo fotos e vídeos com pornografia.
A polícia analisa as informações e quer saber com detalhes o que aconteceu no período em que o homem ficou na casa com o adolescente. Um inquérito será instaurado para formalizar a investigação.
“Há indícios de estupro de vulnerável e vamos analisar esse celular, que teria cenas de sexo com menores, configurando crime de pornografia infantil”, comentou o delegado Ademir de Oliveira, do Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA).
Caso não seja constatada a relação sexual com o menor, o homem também pode ser punido. “Seria subtração de incapaz, um crime menos grave”, disse Ademir de Oliveira.
O DPCA começou a acompanhar o caso do desaparecimento do adolescente no dia 6 de fevereiro, quando foi feito o registro policial.
Os agentes se mobilizaram para localizar o garoto e foram distribuídas fotos da vítima. No fim da tarde de segunda, a família recebeu um telefonema, informando o paradeiro do menor.
“O comissário do DPCA entrou em contato com a Polícia Militar e os pais foram com uma equipe da PM até o local. Na casa, encontraram o garoto, mas o homem não estava lá, pois teria saído para comprar comida”, afirmou Oliveira.
Oliveira informou, ainda, que foi relatado que o adolescente abandonou a casa dos pais por vontade própria. “Houve fuga do lar”, comentou o delegado.
Segundo relatos repassados para a polícia, o garoto conheceu o homem em uma praia em Olinda. Eles se encontraram pelo menos quatro vezes.
Crimes
O crime de estupro de vulnerável fica configurado quando um maior mantém relações sexuais com jovens de menos de 14 anos. A pena é de 8 a 15 anos de prisão.
Comete o crime de pornografia infantil quem produz, reproduz, fotografa ou filma, por qualquer meio, cena de sexo explícito ou pornográfica, envolvendo criança ou adolescente. A pena é de 4 a 8 anos de prisão, além de multa.
G1



