Aos 73 anos de idade, a artista se apresenta no Teatro Guararapes, nesta sexta-feira (8), às 21h30. "A expectativa é grande. Tem sido muito bonito ver a reação das plateias e estou feliz demais com a repercussão do disco. Não vejo a hora de mostrá-lo para o público pernambucano", afirma. Assim como ocorreu no álbum, o show tem direção geral de Marcus Preto e direção musical do pernambucano Pupillo, ex-baterista da Nação Zumbi.
No repertório do espetáculo, ela traz as faixas do seu mais recente trabalho e também as músicas que mais marcaram a sua trajetória musical. "Escolhi alguns sucessos da minha carreira e trouxe para a sonoridade disco music do álbum. Fizemos novos arranjos para que haja uma unidade musical", explica a artista, que sobe ao palco acompanhada dos músicos Pupillo (bateria), Chicão (teclado), Pedro Sá (guitarra), Lucas Martins (baixo) e Hugo Hori (sax e flauta).
O show segue a mesma proposta dançante do disco, cujas faixas carregam uma áurea soul romântica e nostálgica, que remete aos 1970. Para chegar neste resultado estético, ela se cercou de compositores consagrados - como Guilherme Arantes, Erasmo Carlos, Nando Reis e Djavan - e também abriu espaço para artistas mais jovens.
"Eu gosto de gravar tudo o que bate em mim, sem pensar na idade ou na geração dos compositores. Além disso, eu gosto de ousar, de criar novos caminhos. E acho importante e interessante devolver, retribuir a essa nova geração uma música deles, gravada por mim. Eles bebem na minha fonte, assim como eu me influenciei por outros artistas. É uma prestação de serviço à cultura", diz.
Mas foi a composição de um veterano que inspirou o nome do disco e da turnê. A letra de "Viagem passageira", escrita por Gilberto Gil especialmente para a cantora, fala de uma pele "imune ao corte, à lâmina do tempo". "A pele do futuro é aquela que conhece o caminho inteiro, que tem marcada em si as cicatrizes de uma vida, de um caminhar, com tudo que fez parte dela: as belezas, as dores, as perdas, o aprendizado. Nossa pele está sempre em transformação, ganhando novas marcas, se renovando ao mesmo tempo em que envelhece", explica a intérprete.
Com mais de cinco décadas de trajetória musical, Gal comemora a renovação do seu público, que para ela é resultado do seu envolvimento emocional com a música. "Eu quero cantar para sempre. Quando eu subo no palco, vem uma energia não sei de onde e eu me sinto com muita vitalidade. Como não tenho medo de ousar, de criar rupturas na minha carreira e nos meus discos, isso reflete no público. Me faz sentir orgulho essa vontade de ousar, de não me apegar a rótulos, de criar novos caminhos. Eu não me cobro nada, as coisas na minha vida sempre aconteceram naturalmente. Eu vivo cada momento", arremata.
Serviço:
Gal Costa em "A pele do futuro"
Nesta sexta-feira (8), às 21h30
No Teatro dos Guararapes (Centro de Convenções de Pernambuco - Av. Prof. Andrade Bezerra, s/n, Salgadinho)
De R$ 70 (balcão/meia-entrada) a R$ 200 (plateia)
Informações: (81) 3182-8020
FolhaPE



