"Até o momento, não recebemos nada. Nem a rescisão, nem o décimo terceiro, nem a multa de atraso do décimo, nem a participação nos lucros. E a Qualiman não se pronunciou. Por isso, dependendo da notícia que vier da audiência, nós vamos parar o trânsito", revelou o encanador industrial, Moacir Conceição, que carrega uma placa exigindo as verbas rescisórias da Qualiman. "Se não recebermos nenhuma notícia do nosso dinheiro, vamos fechar o trânsito, pacificamente, para cobrar nossos direitos", acrescentou o mecânico montador Ericson Santos.
Eles dizem que, se ocorrer, o protesto deve começar na frente do Ministério Público do Trabalho, na Rua 48, no Espinheiro, e seguir para a Avenida Agamenon Magalhães. Mais de 100 trabalhadores aguardam o resultado da audiência no local. Até agora, contudo, não foram liberadas notícias da reunião. Estão reunidos no MPT, representantes da Qualiman, da Petrobras e do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada de Pernambuco (Sintepav-PE).
Antes da audiência, um representante da Qualiman contou apenas que a Petrobras ainda não depositou os R$ 4,3 milhões determinados pela Justiça do Trabalho. A estatal teria liberado somente R$ 1,1 milhão para a empreiteira, que, por isso, alega não ter dinheiro para pagar a rescisão dos trabalhadores. A Qualiman demitiu 1.026 trabalhadores em dezembro justamente porque não estava recebendo os pagamentos acordados com a Petrobras para a construção da Unidade de Abatimento de Emissões(Snox) da Refinaria e calcula que as verbas rescisórias desse pessoal deve somar R$ 12 milhões.
FolhaPE



