"Agradeço aos dois países, que vieram ao resgate da CAF quando percebemos que a evolução dos trabalhos em Camarões não cumpria os prazos", completou o dirigente da entidade, que em novembro do ano passado decidiu retirar de Camarões o direito de organizar o torneio, previsto para ser disputado entre 15 de junho e 13 de julho.
O Egito já organizou a CAN em quatro ocasiões, a última em 2006. Egito e África do Sul foram os únicos dois países que se ofereceram em meados de dezembro a organizar o evento. Marrocos, que tentou sem sucesso ser escolhido para organizar a Copa do Mundo de 2026, aparecia como grande favorito a herdar a organização da CAN, mas sequer apresentou candidatura
Em 2014, a CAF escolheu Camarões para sediar o torneio continental em 2019, a Costa do Marim em 2021 e a Guiné em 2023. Após descartar Camarões para a edição deste ano, a CAF decidiu redistribuir as sedes dos próximos torneios. Os camaroneses ficarão assim com o evento em 2021, enquanto a Costa do Marfim organizará o torneio em 2023. Nesta segunda-feira, a Guiné anunciou ter aceitado organizar a edição de 2025.
O Egito dispõe de estádios de grande capacidade, dois grandes aeroportos internacionais e uma vasta rede hoteleira. A violência esporádica nos estádios, porém, é uma preocupação e sediar a CAN, pela primeira vez desde a queda do regime de Hosni Mubarak em 2011, será um desafio para as forças de segurança do Egito.
AFP



