Com o PSB organizando uma bancada de oposição ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, vice-presidente nacional do PSB, tentou desmontar os palanques em entrevista nesta sexta-feira (28). "Vamos cobrar o que tiver que cobrar, mas é tempo de colaboração. As eleições já passaram", afirmou.
"Estamos esperando o andamento do governo federal. Vamos buscar e vamos estar à disposição, Pernambuco e o Nordeste, de ajudar o governo. Isso é fundamental para os estados e os municípios", disse ainda, ao ser questionado sobre a relação com o governo Bolsonaro.
Após cinco anos de rompimento entre o PT e o PSB, Paulo Câmara foi reeleito este ano com o apoio do partido de Lula, que deve ganhar um espaço no governo. É prevista a Secretaria de Desenvolvimento Agrário para o petista Dilson Peixoto, ligado ao senador Humberto Costa (PT-PE), reeleito na chapa socialista.
Paulo Câmara teve uma campanha marcada por acusações ao presidente Michel Temer (MDB)</a> de perseguir o Estado, reduzindo os repasses de recursos. O socialista também cobrou a liberação de operações de crédito.
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