Ainda segundo a polícia, a jovem foi abordada pelos agressores no momento em que saía de uma prova, na tarde do domingo (21), no centro da cidade. A polícia não soube informar de que prova se tratava. Os três homens anunciaram um assalto e a obrigaram a ingerir uma bebida, que fez com que a adolescente desmaiasse.
A jovem retomou os sentidos dentro de uma casa abandonada, machucada e sozinha, durante a noite. Ela pediu ajuda a um morador da região, que acionou a Polícia Militar. A garota foi levada pelos policiais para o Hospital da Mulher, na Zona Oeste do Recife, onde recebeu atendimento médico.
Segundo o delegado Mamedes Oliveira, que registrou o caso, a jovem não chegou a informar o que foi roubado, porque ainda passava pelos procedimentos de perícia médica durante o registro do caso.
"Conversamos pouco com a jovem, tanto para poupá-la quanto para que os órgãos que fazem perícias trabalhassem rapidamente, porque há vestígios da violência que podem identificar os agressores. O que sabemos é que ela foi obrigada a beber o entorpecente após o anúncio do assalto", explicou o delegado.
As investigações sobre o caso ficam sob responsabilidade da Delegacia do Cabo de Santo Agostinho.
Estupro coletivo
Em agosto de 2018, o Senado aprovou a lei que aumenta em até dois terços a pena para o estupro coletivo, que é quando a violência é praticada por duas ou mais pessoas. A punição também aumenta quando o estupro é cometido com o objetivo de controlar o comportamento social ou sexual da vítima (estupro corretivo). Esse tipo de estupro é uma atualização do Código Penal a novas formas de violência.
A lei também tipifica crimes como importunação sexual e divulgação de cenas de estupro. O projeto foi aprovado por unanimidade pelos parlamentares.
G1PE



