Nesta terça-feira (11), foi rejeitado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) um pedido da coligação do PT para impedir que Meirelles use a imagem de Lula em sua campanha. Com a foto do ex-presidente petista em seu programa eleitoral na TV e no rádio desde o início das exibições, a estratégia de Meirelles é se apresentar ao eleitor como o responsável pelo bem-estar econômico experimentado pela população quando ele chefiou o Banco Central durante os oito anos de gestão Lula (2003-2010), época em que a classe C expandiu seu poder de compra.
Tentando não confundir o eleitor que vê a imagem do PT no programa do MDB, Meirelles reitera que não votou em Lula em 2002, apesar de ter aceitado o convite para assumir o BC no governo do PT, partido dos hoje adversários Lula e Fernando Haddad.
Ao ser questionado sobre a decisão obtida no TSE liberando sua campanha para mostrar fotos de Lula, Meirelles afirma que "o PT precisa aprender a obedecer a lei", uma ironia sobre os recursos apresentados pelo partido na Justiça para tentar emplacar a candidatura de Lula. "Não adianta querer fazer a lei de acordo com a conveniência dos líderes do partido. Um dos maiores problemas do Brasil é não ter todos os políticos obedecendo a lei", disse Meirelles na 25 de Março.
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