Esta é a primeira vez que o presidenciável passa por Pernambuco depois do início do período eleitoral. Amoedo chegou à capital no início da tarde, almoçou no Aeroporto Internacional do Recife com correligionários e foi para o comitê do partido localizado no Pina, na Zona Sul da cidade, onde ocorreu uma coletiva de imprensa. À noite, no Clube Português, nas Graças, na Zona Norte da cidade, ele participa de um evento para lançar a candidatura no estado.
Na conversa com os jornalistas, o candidato apontou alguns tópicos do programa de governo do partido e fez críticas às recentes gestões do governo federal. Sobre Pernambuco, além da privatização da Refinaria Abreu e Lima, Amoêdo ainda citou outro projeto que acredita que vai beneficiar o estado.
"Aqui tem muitas obras inacabadas, uma delas é a transposição do Rio São Francisco, então a gente tem que colocar isso para funcionar. Acho que esse é o melhor caminho hoje", disse, quando questionado se tinha propostas para ajudar o estado a combater os longos períodos de estiagem.
A privatização da Petrobras também consta no pacote de desenvolvimento que o presidenciável apresentou à imprensa em Pernambuco. "O nosso processo de privatização não envolve só a privatização. O que a gente quer é aumentar a concorrência, então, [vamos] acabar com o monopólio da Petrobras e aí ter, como nos países desenvolvidos, várias empresas fazendo refino e, consequentemente, [vamos] tem várias empresas ofertando o combustível", afirmou.
"Através da guerra de preços e da competição, que é o que acontece em todo o lugar em que o cidadão é mais protegido, ou seja, através do livre mercado e da concorrência, é que se obtém preços melhores, produtos de melhor qualidade e mais competitivos”, detalhou.
A decisão do presidente Michel Temer de incluir no Orçamento de 2019 o reajuste de 16,38% na remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foi criticada pelo presidenciável, que classificou o ato como "totalmente errado".
"Eu achei lastimável o presidente Temer não ter vetado esse aumento do Judiciário porque acaba trazendo um aumento de salários em cascata para vários funcionários públicos. A gente já tem as contas hoje deficitárias e ele está lá para defender os interesses não de uma minoria, ele está lá para defender o cidadão brasileiro, que é quem acaba pagando essa conta", disse.
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