De acordo com a fundação, os adolescentes aproveitaram atividades ao ar livre para sair da unidade, após uma provável falha na segurança, por volta das 14h. Os quatro jovens foram recapturados ainda na terça e voltaram ao Case.
No dia 26 de junho, 21 socioeducandos do case de Timbaúba escaparam pela porta de entrada da unidade, após quebrar cadeados de proteção.
Mais uma fuga aconteceu no Case Timbaúba no dia 1º de junho. De acordo com a Funase, 12 internos deixaram o local após um tumulto em um espaço de convivência da unidade.
Por meio de nota, a fundação informou que já montou um plano de ação para coibir fugas e identificar os espaços mais vulneráveis no que diz respeito à contenção dos socioeducandos.
A Funase afirma, ainda, que tem plena confiança de que os resultados dos esforços que vem empreendendo nessa e em outras frentes de trabalho irão aparecer.
Funase Cabo
No dia 1º de julho, mais uma fuga foi registrada pela Funase, na unidade do Cabo de Santo Agostinho. Na ocasião, os internos fizeram um motim e 56 jovens escaparam do local por um buraco no muro da unidade. Até esta quarta-feira (11), 38 adolescentes haviam sido recapturados.
Superlotação
Na segunda-feira (9), duas unidades da Funase em Pernambuco foram inspecionadas por um representante da Organização Mundial de Prevenção e Combate à Tortura (OMCT), vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU). A visita aconteceu no Case Caruaru, no Agreste, e no Case Santa Luzia, no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife.
Na ocasião, o uruguaio Luis Pedernera Reyna, integrante do Comitê da ONU sobre os Direitos da Criança e do Conselho Nacional Honorário e Consultivo da Infância e da Adolescência do Uruguai, afirmou que o tamanho dos alojamentos e a quantidade de jovens internos que os ocupam são alguns dos principais problemas encontrados.
Ainda segundo o uruguaio, os Cases não oferecem ambientes apropriados para os reeducandos e o tempo que os jovens passam trancados também é outro problema.
A inspeção teve o obejetivo de observar procedimentos de prevenção e combate à tortura com internos dos dois centros.
Foram avaliados espaços administrativos, salas de aula e alojamentos dos jovens nessas duas unidades. As informações são reunidas em um relatório que deve ser concluído até o fim de 2018. Depois, o documento vai ser entregue às autoridades competentes.
G1PE



