Na diretriz de governo longamente aguardada, seu governo disse que sua posição de negociação "evoluiu", mas que está se atendo a seus princípio para o Brexit, a maior mudança nas políticas externa e comercial britânicas em décadas.
O documento de 98 páginas, que provocou a renúncia de dois de seus principais ministros nesta semana, dá a entender que Londres espera manter laços estreitos com o bloco, participando de suas agências dedicadas a produtos químicos, aviação e remédios.
Mesmo antes de sua publicação o texto não recebeu um endosso entusiasmado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse em Bruxelas que não está seguro de que a nova abordagem de May é o que o Reino Unido escolheu em um referendo de 2016.
Houve uma grande alteração para o gigantesco setor de serviços financeiros britânico, já que o governo descartou os planos de laços estreitos nessa área que a City de Londres preferia em troca de um acordo que oferece flexibilidade, mas um acesso mais limitado aos mercados.
"Deixar a União Europeia envolve desafio e oportunidades. Precisamos nos colocar à altura do desafio e aproveitar as oportunidades", escreveu o ministro do Brexit, Dominic Raab, nomeado na segunda-feira, na introdução do documento.
"Esta é a abordagem certa - tanto para o Reino Unido quanto para a UE. O Documento Branco delineia em detalhes como funcionaria", acrescentou, usando o nome como o documento é chamado.
Faltando menos de nove meses para deixar o bloco, May vem sendo pressionada por empresários, autoridades da UE e seus próprios parlamentares para esclarecer sua posição de negociação e desbloquear as conversações quase travadas do Brexit.
Ela costurou um acordo em sua residência de campo de Chequers na sexta-feira passada, mas a iniciativa foi minada rapidamente quando dois de seus principais ministros e defensores do Brexit entregaram seus cargos em protesto contra seu plano de manter laços comerciais estreitos com a UE.
Sua equipe espera que a publicação do documento branco, amenize os receios de muitos defensores da desfiliação após a saída de seu ex-ministro de Relações Exteriores, Boris Johnson, e de seu ex-negociador do Brexit, David Davis.
G1



