A prefeitura de Zagreb preparou um esquema especial para receber os jogadores na cidade. O destino final de Modric, Rakitice companhia foi a praça Ban Josip Jelacic, no centro, principal ponto de encontro dos torcedores durante o Mundial. Desde cedo, já havia gente na rua. Por volta das 16h30 (11h30 no horário de Brasília), cerca de cem mil torcedores aguardavam os jogadores na região central, segundo a mídia local.
O tráfego foi suspenso em diversos trechos e os acessos para pedestres nos arredores da praça foram bloqueados. O plano inicial era que a seleção croata chegasse ao aeroporto de Zagreb às 14h (no horário local) - houve atraso de uma hora e meia. O desfile em carro aberto tem algumas pausas estratégicas para os jogadores poderem cumprimentar os fãs. No cardápio do time, pizza e cerveja.
História
Os habitantes de Zagreb não realizavam uma festa popular de tal dimensão desde uma manifestação contra o primeiro presidente da Croácia, Franjo Tudjman, em 1996, ou desde a volta ao país do general Ante Gotovina, absolvido pelo Tribunal Penal Internacional de Haia em 2012 e considerado pelos croatas como um heroi da guerra da independência contra as forças sérvias.
Nos prédios da praça de estilo austro-húngaro foram colocadas imensas bandeiras do país. Crianças, idosos, habitantes do lugar ou vindos de outras partes e até estrangeiros: o clima era festivo, com todo um povo disposto a comemorar, apesar de não ter levado o troféu do Mundial. "É assim que amamos a Croácia", afirma um cartaz.
"Episódio incrível"
"Decidi fechar meu consultório hoje para receber nossos heróis", explica a médica Sanja Klajic. "Coloquei um aviso que dizia: neste 16 de julho de 2018, fechado por nossos Vatreni", conta. "Vimos um episódio incrível de nossa história. Tinha que estar aqui para festejar com nossos meninos", se entusiasma Jure Pavlicic, de 47 anos, vindo de Vinkovci (leste) para esta ocasião. "Em cem anos, ainda se falará desses rapazes", afirma Jure, uma aposentada de 67 anos, visivelmente orgulhosa.
FOLHAPE



