Acusados de lavagem de dinheiro e fraude em licitações, os dois passaram a ser alvos de investigação após a Operação Ratatouille ser deflagrada pela Polícia Civil, em março deste ano.
A ação civil foi ajuizada na sexta-feira (6), pela Promotoria do Cabo, e aguarda decisão do juiz. Nela, Vado da Farmácia e Paulino Valério são acusados de improbidade administrativa por enriquecimento ilícito no período entre 2013 e 2016.
Na época, o ex-prefeito teria adquirido imóveis e veículos em negociações conduzidas por Paulino Valério, que ainda era responsável por conseguir falsos proprietários para a compra dos bens. Ainda de acordo com a denúncia, todas as transações seriam feitas com pagamentos em espécie.
A promotoria apontou, através de quebra de sigilo bancário, que entre os anos de 2013 e 2015, Vado da Farmácia movimentou valores superiores ao dobro dos rendimentos que ele obtia através do cargo de prefeito, sem considerar as supostas transações em dinheiro vivo.
No dia 23 de maio, o MPPE já havia oferecido uma denúncia à Justiça contra os dois, além de outras cinco pessoas, que também estariam envolvidas no esquema fraudulento. O processo tramita em segredo de Justiça.
A Operação Ratatouille investiga denúncias de fraude no fornecimento de merenda escolar no Cabo de Santo Agostinho. De acordo com as investigações da Polícia Civil, os alimentos distribuídos nas escolas municipais eram entregues em uma quantidade menor do que previa os contratos de aquisição dos produtos.
Em março, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão e três mandados de sequestro de bens móveis no Grande Recife e Mata Sul do estado. A Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp) conduziu as investigações, que tiveram início em janeiro.
G1PE



