Moradores penduram faixas para pedir pavimentação de ruas na Zona Oeste do Recife

terça-feira, julho 03, 2018
Moradores da Várzea, na Zona Oeste do Recife, penduraram faixas nas casas onde vivem, para protestar contra as más condições de duas ruas do bairro: a Zezito Costa Rêgo e a Emiliano Braga. Os manifestantes cobram a pavimentação das vias, que, segundo eles, foi prometida pela prefeitura.

A área é uma região onde os veículos fazem o retorno para acessar a Avenida Caxangá, uma das principais vias que cortam a capital pernambucana.

Moradora da Rua Zezito Costa Rêgo desde o ano 2000, a enfermeira Nilva Albuquerque afirmou que, em 2013, houve uma promessa da prefeitura sobre a pavimentação da via, mas nada foi feito cinco anos depois.

“Quando foi assinada a ordem de serviço para pavimentar a Rua João Sales de Menezes, um palanque foi montado e o prefeito Geraldo Júlio disse que as ruas do entorno, incluindo a Zezito, seriam pavimentadas. Nada saiu do papel, só escutamos que está em licitação”, disse Nilva.

Ainda segundo a moradora, além das dificuldades logísticas causadas pelo estado das vias, há o constrangimento pela situação em que as ruas se encontram. “É um terror morar aqui. Os táxis não entram, é constrangedor. E a situação só piora”, lamentou.

Uma das moradoras responsáveis pelo protesto, a funcionária pública Maisa Belis disse que mora na Rua Emiliano Braga desde 2007 e sofre com a situação há 11 anos.

"Na prefeitura, a Rua Emiliano Braga consta como calçada, mas, na verdade, não é. Nunca houve nenhuma atitude da prefeitura sobre isso. Estamos preocupados porque uma promessa da prefeitura era que essa rua seria pavimentada para o funcionamento do Terminal da IV Perimetral, mas soubemos que o projeto não contempla as vias. Só vão pavimentar onde o BRT vai passar", explicou.

Segundo Maisa, acidentes já foram registrados no local por causa da quantidade de buracos. "No verão, é só poeira e no inverno, lama. O transtorno vem seja por conta do carro, com os buracos, ou mesmo quando vamos sair de casa, porque os motoqueiros têm que passar pela calçada. Temos que redobrar a atenção ao abrir o portão, por exemplo, para não atingir ou ser atingido pelos motociclistas. Já houve acidentes e eu mesma quase fui atropelada por uma moto", denunciou.

O G1 solicitou uma resposta à prefeitura do Recife e aguarda resposta.



G1PE

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