Cúpula Trump-Putin na Finlândia é marcada por protestos

segunda-feira, julho 16, 2018
A cúpula entre o presidente norte-americano, Donald Trump, e o presidente russo, Vladimir Putin, realizada na Finlândia nesta segunda-feira (16), foi marcada por diversos protestos, que ficaram conhecidos, até então, como "Helsinque contra Trump e Putin" (do inglês, Helsink against Trump and Putin).

O diretor de comunicações do Instituto de Precisão Pública, Sam Husseini, estava a serviço do semanário norte-americano The Nation e foi expulso cúpula minutos antes do início da reunião. Ele portava cartazes sobre o tratado de proibição de armasnucleares. Vídeo publicado no twitter pelo jornalista Jonathan Swan exibe o momento da ação.

A chegada do presidente americano às terras finlandesas teve como destaques protestos em relação à liberdade de imprensa. "Senhor Presidente, bem-vindo à terra da imprensa livre", diz anuncio do Helsingin Sanomat, o maior jornal da Finlândia.

Outro protesto que ganhou as redes sociais nesta segunda foi o ato do Resist Gag, na praça do Senado, pelos direitos reprodutivos das mulheres. Alguns dos cartazes faziam apelo a Melania Trump, primeira-dama dos Estados Unidos.

Horas antes da cúpula, uma Organização Não-Governamental (ONG) iluminou o palácio presidencial de Helsinque com a frase "O mundo inteiro está vendo" para denunciar as atrocidades contra os homossexuais na Chechênia.

No domingo (15) à noite, militantes americanos da ONG Human Rights Campaign (HRC) instalaram um potente projetor diante do palácio, no momento em que o avião do presidente dos Estados Unidos chegava ao aeroporto internacional da capital finlandesa.

O palácio foi iluminado com mensagens como "O mundo inteiro está vendo", "O silêncio mata" "#OsOlhosnaChechênia", ou "Trump e Putin, ponham um ponto final aos crimes contra a humanidade na Chechênia".

"Denunciamos a recusa do governo [americano] de tratar com Vladimir Putin das atrocidades cometidas contra os chechenos homossexuais", explicou à AFP o porta-voz da HRC, Chris Sogro.

Diretor de comunicações do Instituto de Precisão Pública, Sam Husseini, estava à serviço do semanário norte-americano The Nation e foi expulso cúpula. Ele portava cartazes sobre o tratado de proibição de armas nucleares



FOLHAPE

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