Centro Cultural Cais do Sertão inaugura segunda etapa no Recife

sexta-feira, julho 06, 2018
Foi inaugurada, nesta sexta-feira (6), a segunda etapa do Centro Cultural Cais do Sertão, no Bairro do Recife, na área central da cidade. O novo espaço simula as vegetações do Sertão e está aberto para visitação desde o início do dia, com três exposições temporárias.

O local funciona das 9h às 17h, de terça a sexta-feira, e das 13h às 17h, aos sábados e domingos. Os ingressos custam R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Nas terças-feiras, a entrada é gratuita.

A expansão do centro cultural conta com salas de aula para cursos, auditório multiuso com 232 lugares, espaço para exposições temporárias, jardim suspenso, vão livre de 60 mestros, café bar no térreo e um restaurante na cobertura com vista para o mar, para o Porto do Recife e para a cidade.

O espaço mostra as paisagens do Sertão pernambucano, desde o concreto pigmentado em tons quentes de amarelo, até uma colocação de cobogós vazados em um desenho que simula as galhadas das árvores do Sertão.

A incidência da luz sobre o conjunto cria uma sombra na área interior do museu, que reproduz a vegetação da caatinga. A nova área tem cerca de 5,5 mil metros quadrados. A obra custou R$ 25,4 milhões.

Exposições

Três exposições temporárias acontecem no local, este mês e em agosto. Na Sala São Francisco, a exposição “Ela musa Artista” reúne uma coletânea de arte feminina, produzidas desde a década de 1940 até os dias de hoje.

A mostra conta com peças de artistas como Teresa da Costa Rêgo, Marianne peretti, Maria Carmem e Guita Charifker.

Na Sala Moxotó, o coletivo Vacilante apresenta pinturas do grupo na exposição "Autovacilo" e conta com a participação de uma banda, dando tons diferenciados à exposição. Até o dia 29 de julho, as peças ocupam também o vão livre do museu.

A terceira exposição acontece na Sala Pajeú, e apresenta trabalhos do escritor Ariano Suassuna e de seu filho, o artista plástico Manuel Dantas Suassuna.

A mostra "Avoenga" conta com quadros, objetos cênicos e projeção de desenhos. A trilha sonora da exposição foi criada pelo músico e produtor Berna Vieira.

O museu

O Centro Cultural usa a tecnologia para guiar os visitantes pela cultura do Sertão e pela obra do cantor e compositor Luiz Gonzaga. O espaço tem 2 mil metros quadrados e conta com uma exposição permanente sobre o Rio São Francisco, estúdios de gravação e salas com a obra do Rei do Baião.

Durante as obras da nova área, também foi restaurada a sala de instrumentos musicais do museu, que havia sido interditada por causa de uma infiltração, em abril deste ano.

Parte do forro do teto do espaço Imbalança, no primeiro andar, ficou destruída. O Governo do Estado afirmou, na época, que o problema havia sido causado por chuvas.

A sala Imbalança é um espaço que oferece ao público contato com instrumentos musicais, tendo a chance de realizar experiências sonoras com a ajuda da equipe de educadores do Cais do Sertão.



G1PE

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