“Todo mundo participa, minha esposa Simone, meu filho Lindomar, meus cunhados. Todos se envolvem e colocam a mão na massa. É tanto que só eu e minha esposa viemos para a feira, a família ficou em Buíque para continuar na produção, já que muita gente visita o ateliê”, explica Mestre Benício.
Para esculpir as obras, que normalmente retratam o cotidiano do povo sertanejo e os animais da fauna brasileira, o artesão reutiliza madeira de diversas origens. “Meu ateliê se chama Projeto Madeira Viva, porque ‘reciclo’ a madeira, não corto árvores. Eu reutilizo a madeira de árvores que morreram por algum motivo”, comenta Luiz Carlos, lembrando que mostrar o sentimento do povo nordestino é o mais importante em sua obra.
Artesão há 19 anos, o mestre será também premiado nesta edição da Fenearte. A obra “Memória do passado”, que faz alusão a um instrumento de tortura, foi ganhadora do 14º Salão de Arte Popular Ana Holanda, na categoria madeira. A premiação acontece durante a noite de abertura da feira.
A Fenearte segue até 15 de julho, funcionando das 14h às 22h nos dias úteis e das 10h às 22h, nos fins de semana. De segunda a sexta-feira, a entrada custa R$ 10 e R$ 5 (meia), enquanto aos sábados e domingos o preço é de R$ 12 e R$ 6 (meia). Os ingressos são vendidos online, em pontos descentralizados e na bilheteria do evento.
G1PE



