Devido a demanda reprimida causada pelos dez dias da paralisação dos caminhoneiros, parte das revendedoras estão distribuindo senhas nas filas, que se formam cedo, para ordenar o atendimento. Na ilha de Joana Bezerra, no Centro do Recife, por exemplo, há mais gente nas filas que botijões nos estoques.
No bairro da Iputinga, na Zona Oeste, os botijões são vendidos a R$ 65. Botijões na fila são presos com cadeados às grades, durante a espera. Em Casa Amarela, na Zona Norte, muita gente nas filas aguardava a chegada dos caminhões das distribuidoras, com valores também a R$ 65.
Na comunidade de Chão de Estrelas, na Campina do Barreto, também na Zona Norte, pessoas sentaram para esperar a chegada do gás. O preço no cartaz colado na parede da empresa é R$ 60.
Um dos moradores que formaram fila em frente a uma distribuidora de Joana Bezerra, Vladimir Luiz da Silva foi um dos que não conseguiram comprar os botijões.
"Quando cheguei bem perto, eles disseram que tinha acabado o gás e não podiam despachar", disse.
Após reunião realizada na tarde de terça-feira (5), que contou com a presença das cinco empresas de envase de gás de cozinha que atuam no Porto de Suape e a administração do porto, a direção esclareceu que, desde o fim da manifestação dos caminhoneiros e da liberação da avenida portuária, no dia 30 de maio, “todas as empresas estão trabalhando em regime especial para que a situação seja normalizada no menor espaço de tempo possível”.
Juntas, segundo o porto, as empresas abastecem, em dias normais, uma média de 104 mil botijões por dia em Suape. Nesse período pós-manifestação, a produção subiu para 135 mil botijões a cada dia, o que representa um crescimento de aproximadamente 30%.
Segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), em Pernambuco, o preço médio do gás custa R$ 71,69. No mês de maio, o valor médio era de R$ 62,78.
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