“A população toda ficou sem gás e daqui que a gente venha compensar tudo isso, demora muito”, conta o motorista Artur Simões, que transportou, na tarde da terça (12), botijões de gás do Porto de Suape em direção às revendedoras no Recife.
Nesta quarta (13), 13 dias após o fim da paralisação dos caminhoneiros, o cenário visto pelas ruas ainda é de filas em revendedoras ou de estabelecimentos fechados, já que os carregamentos recebidos não têm sido suficientes para suprir a demanda.
Em um desses locais, no Ipsep, na Zona Sul do Recife, a venda tem sido feita por telefone após duas brigas de clientes na fila, à espera dos botijões. Em outra revendedora, na Mustardinha, na Zona Oeste, a venda é limitada a um botijão por cliente.
"Antes da greve, a gente recebia em média 180 botijões por dia, mas esse número diminuiu para 120. Para não gerar expectativa, colocamos um cartaz informando que tem 120 botijões por dia e estamos comercializando somente um por pessoa", diz Josinaldo Pereira, dono do local.
Em Pernambuco, as cinco maiores distribuidoras são responsáveis pelo abastecimento de botijões no estado e em municípios da Paraíba, Alagoas, Ceará e Rio Grande do Norte.
Além das reclamações dos consumidores, a irregularidade no abastecimento de gás tem gerado insatisfação desses estabelecimentos, que dizem não conseguir atualizar o atendimento à população “devido ao desinteresse da Petrobras em atender o estado”.
Diante dessas denúncias, o Procon de Pernambuco acompanha a situação e notificou a Petrobras, pedindo rapidez no atendimento às revendedoras de gás de cozinha. Em nota, a Petrobras explicou que faz entrega do gás para as distribuidoras em Ipojuca durante 24 horas em Ipojuca, tendo disponibilidade de estoque equivalente a 40 dias de entrega em navios no Porto de Suape.
A Petrobras também informou que a demanda está superior ao habitual no mês de junho, mas que a distribuição está normal no país.
G1PE



