Em entrevista ao Blog da Folha, nesta sexta (01), Buarque destacou que, em breve, alguns pré-candidatos terão que abrir mão da postulação, para favorecer a eleição de alguém do centro. “Gostaria de estar nesse debate, pois hoje teria o que dizer. Mas o PPS não quis, especialmente meu amigo Roberto Freire. Acho que ele achou que mais um candidato era dividir e fortaleceria os extremos. No fim não adiantou nada porque os que eles chamam de centro está dividido. Não sei quem vai tirar sua candidatura para apoiar o outro. Espero que alguns, como Marina Silva, Álvaro Dias ou Alckmin digam, daqui a alguns dias, que estão se suicidando e estamos levando o segundo turno para Bolsonaro e mais algum dos extremistas”, afirmou.
Questionado sobre a figura de Ciro Gomes (PDT) que se apresenta como representante do centro-esquerda, o senador disse que ele “não concorda com nada que defendo”. “Acho que Ciro só concorda com ele próprio e somente às vezes”, frisou.
O senador também fez uma análise sobre o crescimento das manifestações puxadas por diversas categorias. Na sua visão, a instabilidade deve durar meses e só poderá ser minimizada após o resultado eleitoral. Porém, o próximo presidente ainda não terá uma vida fácil. “O bom era que a gente evitasse a destruição, mas não estamos dando conta. O Rio de Janeiro já está em processo de desagregação social.E quando os contribuintes começarem a não pagar os impostos achando que não vale a pena? Que vai para a corrupção e mordomias?”, colocou.
FOLHAPE



