Cármen Lúcia arquiva investigação de menções a ministros do STF nas delações da JBS

quinta-feira, junho 21, 2018
A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia informou nesta quinta-feira (21), que determinou o arquivamento da investigação sobre menções a ministro da Corte em gravações da JBS, a Polícia Federal não encontrou indícios sobre participação de ministros em qualquer ato ilícito.

A decisão do arquivamento ocorreu depois que o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, entregou a ministra o relatório sobre o caso, a PF afirma que “não foram encontradas gravações que indicassem qualquer participação de ministros do Supremo Tribunal Federal envolvidos e ou citados em qualquer ato ilícito”.

Com base do documento a presidente do Supremo ressaltou que “não houve, não há qualquer dúvida, que tenha sido extraída de qualquer documento sobre a conduta de qualquer um ministro do Supremo Tribunal Federal naquela e em qualquer outra ocasião que tenha chegado a esta presidência”.

Para Cármen esse esclarecimento se faz necessário tendo em vista a reputação dos 11 ministros do STF. “Esse esclarecimento se faz necessário e a finalização desta investigação é importante porque sobre este Supremo Tribunal Federal, que tem o compromisso da guarda da Constituição, que tem como um de seus princípios a moralidade pública, não poderia pender qualquer tipo de mais leve dúvida sobre a conduta daqueles que compõe, que integram este Supremo Tribunal Federal”.

Aúdios da JBS

Em setembro do ano passado, Cámen havia solicitado que a Polícia Federal (PF), apurasse as citações a ministros do Supremo Tribunal Federal em gravações de Joesley Batista, dono do Grupo J&F e do executivo da JBS, Ricardo Saud.

Veja o pronunciamento de Cármen quando pediu a investigação do caso. “Agride-se, de maneira inédita na história do país, a dignidade institucional deste Supremo Tribunal Federal e a honorabilidade de seus integrantes. Impõe-se, pois, com transparência absoluta, urgência, prioridade e presteza à apuração clara, profunda e definitiva das alegações, em respeito ao direito dos cidadãos brasileiros a um Judiciário honrado”.



DIÁRIO DO PODER



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