O caso ocorreu na Avenida Antônio Costa Azevedo, em Peixinhos, por volta das 22h20. Segundo a polícia, Petuel conduzia o veículo que atingiu a bicicleta em que estavam mãe e filha, que voltavam para casa depois de sair da igreja. Outras três pessoas da mesma família também sofreram escoriações. Elas estavam em outra bicicleta e não precisaram ser levadas para o hospital.
Ainda segundo a Polícia Civil, Anne Caroline Monteiro do Santos, de 26 anos, e Ana Flávia de Ambrósio Monteiro da Silva, de 3 anos, foram levadas para o Hospital da Restauração (HR), no Derby, na área central do Recife.
De acordo com a assessoria de comunicação da unidade, a criança sofreu uma fratura na perna direita e está internada na unidade de pediatria, enquanto a mulher sofreu ferimentos leves e tem quadro de saúde considerado estável.
De acordo com o delegado Gilmar Rodrigues, o condutor estava com sinais avançados de embriaguez. "Ele deixou o local do acidente e a fuga foi impedida por moradores da região, que chegaram jogar pedras no carro dele", declarou o policial.
Petuel, responsável pelo acidente, foi levado para a delegacia de plantão de Olinda e, na manhã desta segunda, seguiu para o Instituto de Medicina Legal (IML), no Recife, para se submeter a um exame de corpo de delito.
Nesta segunda (11), Petuel deve ser levado para audiência de custódia, que define se ele vai ficar preso. No IML, o condutor do veículo deu entrevista à TV Globo. Ele declarou que se distraiu ao volante e não viu a mulher e a criança.
Petuel justificou que não parou para socorrer as vítimas por medo de sofrer algum tipo de violência. "Quebraram o carro todo", afirmou.
Pena
Em abril deste ano, entraram em vigor as normas que alteraram o Código Brasileiro de Trânsito (CTB) que tratam de casos de motoristas que provocam acidentes ao dirigir depois de consumir bebidas alcoólicas. Houve aumento de rigor nas penalidades aplicadas e redução de brechas para os condutores que tentarem evitar a punição.
Segundo a norma, os motoristas bêbados enquadrados por homicídio culposo (sem intenção de matar) devem cumprir pena de 5 a 8 anos de prisão e ter o direito de dirigir suspenso ou proibido.
Antes, a pena por causar acidente com morte era de 2 a 4 anos, o que permitia que o delegado responsável pelo flagrante estipulasse uma fiança, que poderia liberar o motorista imediatamente.
Com a elevação da pena, o delegado não pode mais determinar a fiança porque a lei permite isso apenas em crimes com pena máxima de 4 anos.
G1PE



