Servidores do Recife protestam no Centro e cobram reajuste salarial

sexta-feira, maio 04, 2018
Servidores da Prefeitura do Recife protestaram nesta sexta-feira (4), no Centro da cidade, por reajuste salarial. Os manifestantes se reuniram por volta das 9h, na Câmara dos Vereadores, na Boa Vista, onde decretaram greve por tempo indeterminado. Depois, eles saíram em caminhada até o edifício-sede da administração municipal, no Bairro do Recife.

Às 12h50, o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais do Recife (Sindsepre), Osmar Ricardo, informou que o protesto estava sendo realizado perto da prefeitura. A faixa da Avenida Cais do Apolo no sentido Recife Antigo foi interditada.

Agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) orientaram os motoristas que trafegavam pela Avenida Militar que seguissem no sentido Avenida Norte. A CTTU informou, às 14h30, que a via tinha sido liberada.

“A gente quer que a prefeitura reabra negociações. Eles querem que a gente comece a discutir o reajuste salarial apenas em julho, mas a nossa data-base é janeiro", explicou.

Além do reajuste de 17,90% (para quem recebeu 5%, em 2016) e 23,79% (para quem não recebeu 5%), a categoria cobra implementação dos Planos de Cargos, Carreira, Desenvolvimento e Vencimentos (PCCDVs) aprovados, melhores condições de trabalho e reajuste do vale-alimentação de R$ 25.

O Sindsepre informou que há cerca de 35 mil servidores municipais. A greve atinge todas as secretarias, além de setores administrativos, fundações e autarquias municipais, como a CTTU, a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) e a Autarquia de Urbanização do Recife (URB).

Reunião

No início da tarde desta sexta, Osmar Ricardo informou que uma comissão do Sindsepre foi recebida pela Secretária de Administração e Gestão de Pessoas do Recife. O encontro começou por volta das 13h30, com o secretário executivo Carlos Muniz.

Após a reunião, o secretário executivo criou explicou à reportagem o que foi discutido com a comissão.

“Eu reforcei o que já tinha falado na reunião de 9 de abril. Há três anos, estamos em uma crise intensa e agora houve um leve crescimento na economia do Nordeste, então temos que ter bastante responsabilidade com a questão financeira para conseguir honrar o que for pactuado. Hoje discutimos pautas não econômicas e, na primeira quinzena de julho, serão apresentadas as propostas das cláusulas econômicas”, afirmou.

Por meio de nota, a Prefeitura do Recife complementou que mantém constantemente aberto o diálogo com todas as categorias de servidores municipais.

"Outra reunião da mesa geral já estava agendada com o Fórum de Servidores Municipais para julho, quando a Gestão Municipal acredita que será possível visualizar de forma prudente qual o cenário para 2018. As reuniões setoriais continuam acontecendo periodicamente. A Prefeitura do Recife lamenta que algumas categorias tenham optado por radicalizar o movimento, com o processo de negociação em andamento", traz o texto.

Ainda segundo a gestão municipal, a pauta apresentada pelos servidores foi quantificada em R$ 462 milhões, o que "representa ao final deste ano um comprometimento da Receita Corrente Líquida com a Despesa de Pessoal de 58,03%. Isso extrapolaria o limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal que é de 54%".



G1PE

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