Às 12h50, o presidente do Sindicato dos Servidores Municipais do Recife (Sindsepre), Osmar Ricardo, informou que o protesto estava sendo realizado perto da prefeitura. A faixa da Avenida Cais do Apolo no sentido Recife Antigo foi interditada.
Agentes da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano do Recife (CTTU) orientaram os motoristas que trafegavam pela Avenida Militar que seguissem no sentido Avenida Norte. A CTTU informou, às 14h30, que a via tinha sido liberada.
“A gente quer que a prefeitura reabra negociações. Eles querem que a gente comece a discutir o reajuste salarial apenas em julho, mas a nossa data-base é janeiro", explicou.
Além do reajuste de 17,90% (para quem recebeu 5%, em 2016) e 23,79% (para quem não recebeu 5%), a categoria cobra implementação dos Planos de Cargos, Carreira, Desenvolvimento e Vencimentos (PCCDVs) aprovados, melhores condições de trabalho e reajuste do vale-alimentação de R$ 25.
O Sindsepre informou que há cerca de 35 mil servidores municipais. A greve atinge todas as secretarias, além de setores administrativos, fundações e autarquias municipais, como a CTTU, a Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb) e a Autarquia de Urbanização do Recife (URB).
Reunião
No início da tarde desta sexta, Osmar Ricardo informou que uma comissão do Sindsepre foi recebida pela Secretária de Administração e Gestão de Pessoas do Recife. O encontro começou por volta das 13h30, com o secretário executivo Carlos Muniz.
Após a reunião, o secretário executivo criou explicou à reportagem o que foi discutido com a comissão.
“Eu reforcei o que já tinha falado na reunião de 9 de abril. Há três anos, estamos em uma crise intensa e agora houve um leve crescimento na economia do Nordeste, então temos que ter bastante responsabilidade com a questão financeira para conseguir honrar o que for pactuado. Hoje discutimos pautas não econômicas e, na primeira quinzena de julho, serão apresentadas as propostas das cláusulas econômicas”, afirmou.
Por meio de nota, a Prefeitura do Recife complementou que mantém constantemente aberto o diálogo com todas as categorias de servidores municipais.
"Outra reunião da mesa geral já estava agendada com o Fórum de Servidores Municipais para julho, quando a Gestão Municipal acredita que será possível visualizar de forma prudente qual o cenário para 2018. As reuniões setoriais continuam acontecendo periodicamente. A Prefeitura do Recife lamenta que algumas categorias tenham optado por radicalizar o movimento, com o processo de negociação em andamento", traz o texto.
Ainda segundo a gestão municipal, a pauta apresentada pelos servidores foi quantificada em R$ 462 milhões, o que "representa ao final deste ano um comprometimento da Receita Corrente Líquida com a Despesa de Pessoal de 58,03%. Isso extrapolaria o limite máximo permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal que é de 54%".
G1PE



