A nota técnica do Procon e do Corpo de Bombeiros com regras para o abastecimento de combustível no estado durante a paralisação dos caminhoneiros visa garantir a segurança e uma melhor distribuição entre os consumidores. Entre as regras, está a limitação de 30 litros de combustível para veículos em geral e 10 litros para motocicletas.
Os condutores que quiserem abastecer em recipientes precisam apresentar o documento do veículo para comprar o combustível. O nome do comprador precisa constar no documento e o recipiente precisa ser apropriado para o acondicionamento de combustíveis, cumprindo as regras do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Em muitos postos, os condutores chegam a dormir nos estabelecimentos.
Segundo o secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico, há relatos de pessoas revendendo combustível irregularmente após a compra nos postos. “O risco é altíssimo de se guardar esse combustível em casa e até mesmo no momento da compra, a céu aberto, quando pode haver uma explosão. Temos relatos de pessoas usando tufos de pano embebidos em gasolina para cozinhar por causa da falta de gás. É um perigo muito grande, principalmente por causa das crianças”, disse.
Além disso, os preços praticados pelos postos de combustível devem ser os valores de 21 de maio, um dia antes de a greve começar. O Procon informou que intensificou as fiscalizações e continuar recebendo denúncias dos consumidores. Quem presenciar algum descumprimento pode informar por meio das redes sociais do órgão ou através do telefone 0800.282.1512.
Transtornos à população
A falta de combustível tem causado transtornos à população desde o dia 21 de maio, fazendo com que mais de 90 cidades pernambucanas decretassem situação de emergência e que universidades, escolas e repartições públicas cancelem o funcionamento. Desde quinta (24), comboios saem do Porto de Suape, no Grande Recife, escoltados pela polícia e Exército, para manter os serviços essenciais à população e, alguns, com combustível para os postos.
Apesar disso, desde o início da greve, não são liberadas as cargas de gás de cozinha presas em bloqueios e no complexo portuário. O desabastecimento de combustível também afetou o transporte público, que teve frota reduzida até domingo (27). Desde segunda (28), o governo prometeu 100% da frota de coletivos nas ruas, mas a população ainda reclamou de demora nas paradas do Grande Recife. No Aeroporto do Recife, voos continuaram a ser cancelados nesta terça (29).
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