De acordo com o delegado Gilberto Loyo, titular do Grupo de Operações Especiais (GOE), Edvania da Silva Santos Nascimento, de 19 anos, trabalhava na casa de uma idosa com saúde debilitada e repassava todas as informações sobre ela e a família para dois presidiários, Magno da Silva Rufino Nascimento, de 26 anos, e Fernando Rodrigues de Souza Nascimento, de 32 anos.
"Com essas informações privilegiadas, os extorsores tinham um poder de constrangimento ainda maior. As vítimas sabiam que não se tratava de um golpe, já que eles diziam tudo o que estava acontecendo na casa. E, com isso, diziam que estavam próximos, que conseguiam vê-los", explica o delegado.
A dupla de presidiários, sob posse das informações privilegiadas, cobravam o valor de R$ 2 mil aos filhos da idosa, ameaçando matá-l, caso o pagamento não fosse realizado.
O grupo contava, ainda, com a ajuda de Alexandre Silva de Souza Nascimento, de 24 anos, que deu o contato da funcionária aos presidiários, de acordo com a polícia. Ele seria também a pessoa responsável por pegar o dinheiro, caso o pagamento fosse concretizado, ainda segundo a corporação.
"A funcionária mantinha constantes ligações e contatos com os detentos. Mas todo contato com as vítimas era feito por meio dos detentos", afirma o delegado.
De acordo com a polícia, em troca das informações, Edvania ganharia um aparelho celular. O delegado afirmou, ainda, que em depoimento, um dos presos disse que ela receberia também parte do dinheiro. Os quatro presos seguiram para audiência de custódia.
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