Segundo o chefe da Polícia Civil de Pernambuco, o delegado Joselito Kerhle do Amaral, os homicídios eram cometidos principalmente por causa do tráfico de drogas e nos bairros do Centro, Camela e Nossa Senhora do Ó, em Ipojuca. "Em 12 de fevereiro do ano passado, integrantes deste grupo mataram uma criança de um ano de idade e o seu padrasto nessa rivalidade do tráfico. Esse caso deu início a uma operação chamada Estirpe e parte dessa organização foi presa e hoje, na Operação Porto Seguro, a outra parte ou os que estavam foragidos foram capturados", detalhou.
Em agosto do ano passado, foi veiculado um vídeo que mostra integrantes apresentando armas de calibre restrito, como afronte ao grupo rival. "Eles queriam mostrar que estavam fortemente armados e dispostos ao combate. Alguns do que foram presos hoje aparecem no vídeo", acrescentou Joselito.
"A comprovação deles em cerca de 15 homicídios foi confirmada e pelo menos cinco foram evitados durante as investigações. Acreditamos que com a prisão de todos teremos uma redução nos crimes no Litoral Sul", finalizou o chefe da polícia.
Investigações
As investigações começaram em janeiro de 2017 e foram presididas pelo titular da 14ª Delegacia de Homicídios, o delegado Ermírio Azevedo. Cerca de 60 policiais civis - entre delegados, comissários, agentes e escrivães - participaram desta que é a 11ª operação de repressão qualificada do ano da PCPE.
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