Na ocasião, membros da facção organizada leonina causaram confusões e espancaram torcedores do Coritiba, que teriam tentando arrancar uma bandeira dos rubro-negros. À época, o Sport foi punido com um jogo de portões fechados e R$ 50 mil de multa pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).
Esta condenação da Jovem foi feita em primeira instância e a parte curiosa é que sequer houve contestação por parte da mais violenta uniformada do Sport, ao menos no prazo legal, com todo o processo correndo à revelia.
Na decisão, despachada no dia 25 de abril deste ano, o juiz Brasílio condena a Jovem a pagar R$ 30 mil de danos morais, mais R$ 50 mil, referentes à multa paga pelo Sport na ocasião, e mais R$ 240 mil, valor médio da arrecadação do Sport em jogos em casa naquele Brasileirão. Como foi obrigado a jogar de portões fechados contra o Atlético/PR, no dia 22 de novembro de 2015, o Leão deixou de arrecadar essa verba média com o público pagante que haveria no jogo, caso não fosse a punição causada pela Jovem e imposta pelo STJD.
Com a sua melhor campanha em Séries A desde a implantação dos pontos corridos, a partir de 2003, o Sport terminou a edição do Brasileirão 2015 na sexta colocação, ficando a três pontos de beliscar uma vaga na tão sonhada Libertadores da América. Para os especialistas, apesar de ser uma decisão primeira instância, o fato de não ter havido contestação sugere “confissão” da Torcida Jovem, o que torna a decisão com poucas chances de alteração.
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