“Nós trabalhamos com um reabastecimento semanal. Quando a greve atingiu o seu pico, na quarta-feira, praticamente todos os bares e restaurantes estavam abastecidos. No momento, estamos administrando pontualmente um ou outro estabelecimento, que adotam uma dinâmica quinzenal”, afirmou André Araújo. “Estamos cientes também de que houve uma preocupação generalizada do público, pela falta de bens de primeira necessidade dentro de casa. Aconteceu, assim, uma mudança de comportamento. As pessoas têm evitado sair de casa”, completou.
Apesar disso, André Araújo acredita que a greve dos caminhoneiros, que completou seu quinto dia de paralisação, nessa sexta (25), será uma ótima oportunidade para outro debate: “Nós somos tão vítimas quanto a população. Por outro lado, vejo todo esse movimento como algo interessante. O combustível pesou para os caminhoneiros... Mas o nosso gás também aumentou. No prazo de um ano, o custo do gás quase que dobrou o metro cubico. Antes era próximo de R$ 3,30. Agora, é pago R$ 5,30. Foi um aumento muito violento. E que, de certa forma, é repassado para a população. Algo que não desejamos”, finalizou.
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