A organização do evento havia, inicialmente, informado que o grupo permaneceria na Praça do Derby, para atividades culturais e algumas falas políticas. No entanto, após se concentrarem no local, saíram em caminhada pelas ruas da área central da Capital.
O presidente da CUT-PE, Carlos Veras, esteve na Praça mais cedo e seguiu para o aeroporto. Ele e mais uma delegação de 50 integrantes da CUT vão a Curitiba participar dos atos que estão sendo feitos lá. Eles devem ficar uma semana no acampamento pró-Lula. De acordo com Carlos Veras, neste 1º de Maio, os trabalhadores saem às ruas para reivindicar a manutenção de direitos e para que os já conquistados não sejam perdidos.
"Hoje, os trabalhadores vão às ruas unificados em defesa da liberdade do presidente Lula, contra a perseguição, contra as injustiças que têm sido cometidas contra o presidente Lula e com os trabalhadores. Porque não querem que Lula seja presidente exatamente para ele não revogar a reforma trabalhista, para ele não revogar a PEC do teto dos gastos, a reforma do Ensino Médio e parar com essa onda de privatização. Porque Lula representa a vontade do povo brasileiro, representa a esperança do povo brasileiro de ter um estado novamente a serviço daqueles que mais precisam. Por isso que os trabalhadores estão hoje unificados com as centrais sindicais, com a Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo para defender a liberdade do ex-presidente Lula e os nossos direitos", afirmou o sindicalista.
O ex-prefeito do Recife João Paulo (PCdoB) também participa do movimento na Praça do Derby. Para ele, o momento atual é extremamente difícil para o povo brasileiro e, principalmente, para a classe trabalhadora.
"Na verdade, o golpe em cima do governo da ex-presidenta Dilma trouxe para o Brasil a implementação de uma agenda do capital internacional que tem levado milhões de trabalhadores ao desemprego, que tem levado a reformas profundas na legislação brasileira, um grande recuo nas conquistas dos trabalhadores que conquistaram com muitas greves, muitas lutas, muitos piquetes, muitas mobilizações e acho que esse evento aqui do 1º de Maio, que é o dia internacional de luta dos trabalhadores, revela também a nossa luta por aquele que fez mais pelo povo brasileiro. A luta do atual preso politico, do ex-presidente Lula. Acho que é importante estarmos aqui nesse dia de hoje para que a gente possa alimentar as esperanças do povo brasileiro no sentido de melhorar a sua qualidade de vida e assegurar o seu futuro", defendeu João Paulo.
O presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, avaliou que a data celebrada neste ano de 2018 é "um dos mais simbólicos da história brasileira". "Os trabalhadores estão vivendo o que talvez tenha sido na história desse País a maior supressão de direitos constitucionais e legais. É um 1º de Maio também que as instituições sindicais estão recebendo os maiores ataques para serem destruídos suprimindo as fontes de receitas do movimento sindical. É um 1º de maio mais simbólico da história, porque o mais importante operário da história brasileira e um dos mais importantes do mundo está hoje preso político arbitrariamente num território que hoje se transformou a capital do estado de exceção, que é Curitiba", disse.
Ele fez críticas ao que vem ocorrendo no Paraná e afirmou que "o golpe fracassou e por isso que ele está radicalizando".
FOLHAPE



