Atualmente, o bilhete unitário custa R$ 1,60, e o passageiro o utiliza apenas uma vez. A partir de sexta, o valor passa para R$ 3. O anúncio foi feito no começo da semana.
Desde então, a busca por esse bilhete unitário cresceu, chegando a esgotar em estações de grande movimento, como a central do Recife e Joana Bezerra.
“Não é que o sistema tenha poucos cartões, nós trabalhamos com uma quantidade baseada nas estatísticas de uso. O problema é que os cartões, após comprados, não estão sendo devolvidos”, disse o superintendente da CBTU, Leonardo Villar Beltrão.
“Quando o passageiro coloca o cartão na catraca, ele volta para a bilheteria e é vendido a outra pessoa. Como estão guardando os cartões para usar depois, não está havendo essa reposição”, explicou.
Normalmente, o passageiro pode comprar um número ilimitado de bilhetes unitários, mas, com a crescente busca, a CBTU decidiu aplicar a restrição de dois cartões por pessoa. “Mesmo com essa limitação, o bilhete está em falta porque tem gente que compra dois e pede para outros dez amigos entrarem na fila e comprar outros dois”, disse Beltrão.
A CBTU registrou grandes filas em várias bilheterias , mas nenhum tumulto. Há relato da ação de cambistas nas estações.
Além do bilhete unitário, o passageiro tem a opção de comprar o bilhete múltiplo, que pode ser carregado até R$ 100. De acordo com a CBTU, 25% dos passageiros do Metrô do Recife compram esses bilhetes nas estações.
A maior parte (75%) usa o VEM, cartão do sistema de bilhetagem eletrônica da Região Metropolitana do Recife que funciona em ônibus e metrôs.
O sistema metroviário no Grande Recife transporta cerca de 400 mil pessoas por dia. Ele tem duas linhas principais e 37 estações.
De acordo com a CBTU, com o aumento da passagem, o usuário poderá perceber melhorias no sistema metroviário a partir de 2019. Segundo o superintendente, atualmente, o preço cobrado pelo transporte no Grande Recife é “social”, se comparado a outras regiões do Brasil.
G1PE



