Roberto cita cobrança pessoal por título: ‘Era obsessão’

segunda-feira, abril 09, 2018
Depois do título, o desabafo. O técnico Roberto Fernandes foi dono de um discurso padrão durante o início da temporada 2018: o principal foco do Náutico era o acesso à Série B. Mas após a conquista do Campeonato Pernambucano, o profissional confessou: a conquista estadual era uma meta pessoal de quem já esteve nas arquibancadas alvirrubras e que hoje foi um dos responsáveis por acabar o jejum de quase 14 anos.

“Vencer em Pernambuco não é fácil. Primeiro que é um campeonato muito disputado. Jogos complicados. Na capital é tudo clássico. Conheço bem a cobrança, o nível de tolerância. Com quem é filho da terra é ainda mais complicado. Sem falar que dirigir o Náutico é uma cobrança pessoal. Recebo mensagem de amigos, familiares. Eu tento neutralizar isso ao máximo que posso porque preciso manter a racionalidade. Agora posso falar: o título era uma obsessão. Mais do que obrigação. Foram três meses de muito foco, trabalho, repetição e cobrança”, contou.

O treinador também dedicou a conquista para uma juventude que viu em 2018, pela primeira vez, a equipe levantar um troféu. “O título foi importante para mim e para o Náutico. Quero direcionar ele para a nova geração. No mundo de hoje, em que há tanto bullying e coisas que procuram tirar a autoestima das pessoas, a quantidade de garotos abaixo de 13 anos que nunca tinham visto o time ser campeão era grande. Fui convidado a visitar um projeto de uma igreja em Boa Viagem que faz um trabalho em uma comunidade que fica nos arredores. Quando fui apresentado, tinham 30 crianças. Quando perguntaram quem torcia pelo Náutico, levantaram dois ,três times. Falei: ‘caramba, precisamos fazer algo para isso. Ser torcedor sem ter visto o time campeão era complicado. Aquilo me tocou e eu vi precisava fazer algo sobre isso”, declarou.




FOLHAPE

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