A média histórica para o mês é de 679,5 milímetros, registrados durante os 30 dias de abril de 2011. Segundo a Apac, a média pluviomêtrica utilizada pela agência como parâmetro para as chuvas no Recife é de 326 milímetros.
Quando a previsão para o mês é 20% menor ou maior que esse número, o período é considerado seco ou chuvoso, respectivamente. Em 2018, o índice já chega a 33,4% acima da média.
De acordo com o meteorologista da Apac Roberto Pereira, a tendência de chuvas põe fim a um período de estiagem que durou seis anos, em Pernambuco. Nesta quarta-feira (25), a Apac emitiu um alerta de chuvas moderadas e ocasionalmente fortes no Grande Recife, na Zona da Mata e no Agreste do estado.
“Nossa previsão era de que 2018 fosse um ano com possibilidades de chuvas acima do normal. Isso ocorre porque, no Oceano Pacífico, há a incidência do fenômeno La Niña e, no Oceano Atlântico, do Polo Negativo, que favorece as chuvas no Nordeste brasileiro. O normal é que só este último atue”, afirmou Roberto.
Os 436 milímetros foram contabilizados na estação pluviométrica na Várzea, na Zona Oeste do Recife. “Não é possível utilizar a estação de Santo Amaro como parâmetro, porque a média é contabilizada em períodos de 30 anos, e ela é mais nova que isso. Por isso, a média utilizada para toda a cidade é a da Várzea”, explicou.
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