O Projeto Massificação tem como matriz a ampliação da base de tenistas do País, ou seja, massificar o processo de renovação. Por isso, foca principalmente na faixa etária de 5 a 10 anos, utilizando a metodologia Play and Stay, voltada para a iniciação de crianças no esporte, com bolas e raquetes adaptadas às crianças. O primeiro local a anunciar as aulas na Cidade é o Compaz Ariano Suassuna, no Cordeiro, através da Prefeitura do Recife. As duas quadras de terra batida do Compaz receberão crianças de escolas da rede pública localizadas na Zona Oeste da Cidade. Para inscrever os pequenos, os responsáveis devem comparecer ao local com certidão de nascimento das crianças e comprovante de residência.
Há vagas ainda para alunos a partir do quinto período do curso de Educação Física que desejem atuar como instrutores voluntários. As aulas serão as terças e quintas, às 8h e às 17h, com duração de uma hora. Todo o material das escolinhas (raquetes, bolas e redes) do Projeto Massificação é fornecido pelo Instituto Tênis. Em breve, serão iniciadas turmas também no Parque Santos Dumont, em Boa Viagem, que inaugurou uma quadra de tênis recentemente.
Os colégios Boa viagem e Santa Maria, ambos em Boa Viagem, também são parceiros. Durante uma semana de cada mês, os professores deverão trabalhar a modalidade com as crianças nas aulas de educação física. Das escolinhas do Recife, serão pinçados destaques para, posteriormente, começarem um treinamento mais aprofundado na modalidade, no Squash Tennis Center.
Os jovens que demonstrarem aptidão para seguir carreira poderão, futuramente, seguir para o Instituto Tênis, em São Paulo, onde é feito um trabalho focado no alto rendimento. O pernambucano João Lucas Reis, de 17 anos, é um dos integrantes da equipe do Instituto. Embora a história dele não tenha começado no Projeto Massificação, o fato de ele ter surgido na Cidade contribuiu para a vinda do núcleo.
“Pernambuco não era o foco (os núcleos estão concentrados no Sul, Sudeste e no Distrito Federal), mas João sendo daqui, trabalhamos isso com os diretores, que aceitaram o desafio. Tem muito jogador bom que não prospera por falta de oportunidade”, destacou Antônio, pai de João Lucas.
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