Este é o único ato acontecendo no Recife realizado por simpatizantes ao ex-presidente, mas em outros pontos do Estado também ocorrem movimentações contra a prisão de Lula. Também pela manhã houve protestos nas rodovias que cortam Pernambuco.
O deputado Federal Sílvio Costa e o presidente Estadual do PT, Bruno Ribeiro, estão presentes no ato. No local, acontecem apresentações culturais, e os manifestantes entoam palavras de ordem: "Fora Temer" e "Eleição sem Lula é Golpe".
De acordo com o presidente estadual da CUT e pré-candidato a deputado federal, Carlos Veras, os manifestantes devem assistir, na praça, ao pronunciamento de Lula - previsto para esta tarde - e, em seguida, seguir em caminhada, mas o destino só será decidido na hora.
Veras criticou a postura do juiz Sérgio Moro em acelerar o processo. "Eles não tem limites. Há um desrespeito à Constituição. É um desrespeito ao direito a defesa. O desrespeito ao povo é muito grande. Já tava pronto esse despacho. Em vinte minutos ele aprontou?!"
O deputado Silvio Costa (Avante) também reforçou uma "perseguição política contra Lula" e criticou a postura do judiciário. "É o primeiro líder mundial que será preso sem a chamada 'materialidade do caso'". Apesar disso, Costa também defende que "o presidente Lula tenha celeridade e vá para o diálogo. O diálogo é o melhor caminho. Eu acho que, na próxima semana, o supremo vá rever essa decisão e o presidente Lula sairá muito maior desse episódio", disse.
Lula e a ex-primeira-dama Marisa Letícia foram denunciados pelo Ministério Público Federal, por serem supostamente os verdadeiros donos de um triplex no Guarujá. De acordo com a denúncia, as reformas feitas no imóvel pela construtora OAS eram parte de pagamento de propina da empreiteira, que teria sido favorecida em contratos com a Petrobras.
O imóvel teria sido reservado para o ex-presidente, mesmo sem ter havido transferência formal, o que configura tentativa de ocultar o patrimônio (ou lavagem de dinheiro). O valor dos recursos citados chegaria a R$ 2,2 milhões.
Em 12 de julho de 2017, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou Lula a nove anos e seis meses de prisão. Com a condenação, a defesa apelou ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, segunda instância da Justiça, para reverter a decisão de Moro, juiz de primeira instância.
A condenação em segunda instância aumentou o período de reclusão para 12 anos e 1 mês, no dia 24 de janeiro de 2018, em uma sessão que durou mais de oito horas.
No dia 4 de abril, com o placar final de 6 a 5, os ministros do Supremo Tribunal federal (STF) negaram o pedido de habeas corpus solicitado pela defesa de Lula na tentava de impedir a execução provisória da pena imposta a partir da confirmação de sua condenação pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região.
Os advogados do ex-presidente sempre negaram as acusações, sustentaram que o julgamento foi “político” e que houve cerceamento da defesa. No dia seguinte (5 de abril), menos de 18 horas depois, o juiz Sérgio Moro recebeu um ofício do Tribunal Regional Federal da 4ª Região informando que já não havia obstáculos legais para o início do cumprimento da pena do petista e emitiu a ordem de prisão em seguida.
FOLHAPE



